A menopausa é uma fase natural da vida e não significa que uma mulher necessariamente terá osteoporose. Ainda assim, a queda do estrogênio nessa transição contribui para a perda de densidade óssea e pode aumentar o risco de fraturas ao longo dos anos.
O que é osteoporose?
A osteoporose é uma condição em que os ossos se tornam mais frágeis e, portanto, mais suscetíveis a fraturas. Ela pode afetar especialmente a coluna, o quadril, o punho e o ombro.
Muitas vezes, não causa sintomas até que ocorra uma fratura. Por isso, a prevenção e a identificação dos fatores de risco são tão importantes.
Por que a menopausa influencia a saúde dos ossos?
O estrogênio participa da manutenção da massa óssea na vida adulta. Com a redução desse hormônio durante a transição menopausal e após a menopausa, a perda de densidade óssea pode se tornar mais acelerada.
Isso não é motivo para alarme: cada mulher tem uma história, uma idade de menopausa, hábitos e condições de saúde diferentes. Mas é um bom momento para revisar a saúde de forma ampla, incluindo alimentação, atividade física, risco de quedas e histórico familiar.
Quais fatores merecem atenção?
Além da menopausa, alguns fatores podem aumentar o risco de osteoporose e fraturas por fragilidade:
- Menopausa antes dos 40 anos ou retirada dos dois ovários;
- Fratura após queda da própria altura ou trauma pequeno;
- Pai ou mãe com fratura de quadril;
- Baixo peso corporal;
- Tabagismo;
- Consumo excessivo de álcool;
- Sedentarismo;
- Uso prolongado de corticoides e alguns outros medicamentos;
- Doenças que interferem na absorção de nutrientes ou na saúde óssea.
Quando a densitometria óssea pode ser indicada?
A densitometria óssea é o exame utilizado para avaliar a densidade mineral dos ossos. O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde recomenda a avaliação para todas as mulheres a partir dos 65 anos e antes dessa idade quando há fatores de risco relevantes. Não se trata de um exame indicado de forma automática para todas as mulheres logo no início da menopausa.
Na consulta, a decisão considera idade, histórico de fraturas, medicamentos em uso, doenças associadas, antecedentes familiares e outros dados de saúde. Em algumas situações, podem ser necessários exames complementares para investigar causas secundárias de perda óssea.
O que pode ajudar a proteger os ossos?
A saúde óssea se constrói ao longo da vida, mas sempre há espaço para cuidado. Algumas medidas gerais fazem parte da prevenção de fraturas:
- Manter alimentação variada e adequada às necessidades nutricionais;
- Praticar atividade física regular, com exercícios que trabalhem força, impacto seguro e equilíbrio conforme a condição de cada pessoa;
- Não fumar;
- Evitar consumo excessivo de álcool;
- Revisar riscos de queda, especialmente com o avanço da idade;
- Manter consultas e exames de rotina atualizados.
Sinais que merecem avaliação mais rápida
Procure avaliação se houver:
- Fratura após queda da própria altura ou trauma pequeno;
- Dor nas costas forte, nova ou persistente;
- Redução percebida da altura;
- Piora importante da postura;
- Menopausa precoce;
- Uso prolongado de corticoides.
A terapia hormonal protege os ossos?
A terapia hormonal pode ser considerada em situações selecionadas do climatério, especialmente quando há sintomas que afetam a qualidade de vida. A decisão deve ser individualizada, levando em conta idade, tempo de menopausa, antecedentes pessoais e familiares, riscos e preferências.
Ela não deve ser iniciada apenas por receio de osteoporose ou usada sem acompanhamento médico.
Cuidar dos ossos também é cuidar da autonomia
A menopausa pode ser uma oportunidade para revisar a saúde de forma mais ampla. Conhecer os fatores de risco, manter hábitos possíveis e procurar avaliação quando indicada ajuda a planejar um envelhecimento com mais segurança e autonomia.
Fontes consultadas
- Ministério da Saúde — Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Osteoporose, atualizado em janeiro de 2026
- Ministério da Saúde — PCDT da Osteoporose, Portaria Conjunta nº 22/2025
- Organização Mundial da Saúde — Menopause
- Organização Mundial da Saúde — Fragility fractures
Fontes acessadas e conteúdo revisado em 25 de setembro de 2026.
Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento individual. Não inicie suplementos, hormônios ou medicamentos por conta própria. Em caso de fratura, dor intensa ou outro sintoma importante, procure atendimento médico.
